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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Medos

( fonte http://www.maniacworld.com/Scary.jpg )


Uma pessoa gere-se por medos, manifestações de receio que implicam o porquê de evitar algo. "Recentemente" tive 3 medos, todos eles de cariz cinematográfico, podendo ser comparados ao medo de uma criança passar um sleepover na casa do Carlos Cruz.




Brokeback Mountain - Um medo que ainda está por ultrapassar. A ideia que sempre tive de cowboys, masculinos, equipados com revolveres ao tiroteio entre eles e contra índios, é dificil de ser trocada por um par de cowboys que andam a brincar às cavalgadas um com o outro. E não me interessa que esteja o Heath Ledger, com o seu ultimo brilhante papel na carreira, e o Jake Gyllenhaal, do grande filme que foi o Donnie Darko (e que tem agora a sua banda creep). Talvez seja eu uma vitima da preconceituosa sociedade.




Sweeney Todd -
Ok, Johnny Depp... Muito bom.... Tim Burton, demasiadamente bom. Mas... MUSICAL COM O JOHNNY DEPP?! Passaram-se muitos meses aquando da saída deste filme ao que me recusava ver só pela ultima premissa, mas lá ganhei coragem e assisti. Até que gostei, principalmente do gore envolto neste além de relembrar um guião da velha guarda que me fez esquecer que aquilo estava a ser cantado. Excelente realização.


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Milk - "Ok vamos lá ver um filme sobre activistas políticos e o que conseguiram alc
ançar numa sociedade dificil" era o que pensava até o ter visto. Sei que o Sean Penn faz papeis bastante heterogéneos, desde drogados a deficientes mentais, mas por esta não esperava. Quando vi o James Franco a entrar, mal o reconhecia e gostei bastante de o ver como actor, 5 estrelas. Mas quando vejo os 2 a comerem-se senti-me como uma pita de 14 anos a ver o Saw: tive de desviar o olhar do filme, não podia deixar isto continuar. Senti vómitos inclusive. Uma coisa é ver a Britney Spears e a Madonna a comerem-se, embora uma tenha um distúrbio mental de categorias ascendentes ao nível de Josef Fritzl, agora ver o que eu vi.... Então e quando chega o latino ?! F***************************************************** é só o que tenho a dizer.
Mas ok.. Foi um bom retrato da história e há que dar crédito por isso.


Uma coisa é certa: agora podem vir filmes com bestiality
, envolvendo anãs, gorilas, elefantes e porcos-espinhos que não me faz diferença.

P.S. Ainda bem que a popularidade deste blog é reduzida o suficiente assim escuso de me preocupar com que o gays, mais sensiveis (ainda), possam pensar.

P.S.S. - Contra gays não tenho nada. Apenas apoio o bate-chapa de forma mais convicta que o jogo de espadas. Simples.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Tecnologia


( fonte http://www.lasercomponents.com/uk/fileadmin/user_upload/home/Pictures/LC/key_visuals/Electronics-keyvis.jpg )


Sinto-me péssimo. Uma pessoa antes era marginalizada por não ter telemóvel e agora que tenho um, dizem que está ultrapassado. A intensidade do marketing finlandês quanto a telemóveis mudou tudo. Fizeram sentir a necessidade em toda a gente de ter um telemóvel, porque pode ser preciso em caso de emergências, torna as pessoas mais acessíveis quando não estão em casa, transforma lazer em trabalho e descanso em stress. O propósito de ter um telemóvel era o de comunicação, que é a função do meu belo e actual Ericsson SH88 e isto até dá para mandar sms's imagine-se. "Não consigo mandar-te esta MMS" diziam-me frequentemente até surtir a moda do "Extravaganza" onde queriam fazer videochamadas para mim. Hoje em dia são consolas, máquinas fotográficas e de video digitais, computadores e receptores de entulho. Aposto que qualquer dia alguém vai criar um telemóvel que não dá para fazer chamadas porque simplesmente se esqueceram do seu original propósito. Nada como o meu Ericsson: bateria duradora, nunca o perco nas calças porque é simplesmente demasiado grande, dá para fazer chamadas, mandar sms's, é anti-roubo, pois ninguém quer aquela merda, é aparentemente inquebrável e é ainda uma arma de arremesso. Isto é um telemóvel de H-O-M-E-M e só seria um melhor telemóvel se tivesse um canivete suiço à velha guarda (e não aqueles que já trazem palitos, isqueiro e lanterna que isso é para meninos) para me sentir um MacGyver moderno.

domingo, 23 de agosto de 2009

Verão

(foto de pantherinia_hd@flickr)

Verão aperta, e este país fica mais cheio do que um bar quando entra o José Carlos Malato e o Fernando Mendes. O português vai todo para as zonas balneares apinhado do seu beach-set, que é como quem diz, mulher, os 3 filhos, os sogros, a tia, a madrinha, 3 chapéus-de-sol , 2 geleiras cheias, uma mala com os brinquedos dos filhos, jornal debaixo do braço e garganta arranhada de tanto gritar com os putos. Os emigrantes em França alugam o seu BMW ou Mercedes para vir até cá e tentar mostrar o seu sucesso enquanto os emigrantes na Bélgica riem-se porque os aqueles cabrões alugaram os carros a uma empresa pertencente a um destes. Mas foda-se… Estes pelo menos são portugueses (ou quase), agora espanhóis? Espanha está ao nosso lado, tem cinco vezes a nossa área, três vezes mais costa e eles vêm para cá falar Espanhol porque as línguas são COMPLETAMENTE diferentes, segundo eles. Já nem se pode sair à rua sem ouvir um gajo a hablar. Estão em todo o lado. Com os contractos que temos com os nossos vizinhos, seja a nível de energia ou publicidade turística, temos tendência a ficar cada vez mais homogeneizados e estou seguro que um dia vamos ser um único País ao invés de ser somente uma península. Mas alegra-me saber que há algo em que somos maiores, e é num clube que alberga quase todos os portugueses e muitos de fora, o SPORT LISBOA E BENFICA. Quando o nosso país estiver sobre as garras hispânicas ou de braços dados com este, irá sempre haver um vasto grupo que se levantará contra esta junção e chamar-se-á Frente Revolucionária Benfiquista, os defensores da Pátria. Afinal de contas nada melhor que o BENFICA para representar Portugal. E é graças a este clube que vamos continuar a ser portugueses.

Ainda bem que o verão ‘tá a acabar e este entulho vai todos para a terra pertencente.